Keeping the Pitch in Mind: A Case Study of Intonational Awareness in a Violin Student with Dyscalculia
Palavras-chave:
Intonation control, multisensory learning, perceptual–motor transfer, dyscalculia, bowed-string performanceResumo
Para instrumentistas de cordas friccionadas, a afinação não é apenas um parâmetro técnico, mas uma exigência cognitiva contínua. A altura sonora não é fixada pelo instrumento, mas moldada pelo posicionamento dos dedos no braço, onde variações espaciais mínimas podem alterar a frequência resultante (Taş & Usluer, 2022). No entanto, uma afinação precisa não pode ser reduzida apenas ao controle proprioceptivo da posição dos dedos; ela também requer percepção refinada da altura sonora e monitoramento auditivo contínuo. De fato, o instrumentista deve ouvir o som produzido, julgar se está afinado e corrigir imediatamente a posição dos dedos, especialmente durante a prática individual, quando não há feedback externo disponível (Pardue & McPherson, 2019). A afinação não pode ser compreendida como propriedade intrínseca do instrumento, mas como competência performativa que deve ser ativamente desenvolvida e regulada.
Relatos qualitativos sobre músicos com discalculia descrevem dificuldades na organização visuoespacial, no processamento sequencial, na memória de trabalho auditiva e em aspectos da percepção auditiva, como a discriminação de intervalos (Hosseini, 2025; McCord, 2016). Diante dessas vulnerabilidades, alcançar afinação estável em instrumento não temperado pode ser desafiador, pois requer o controle contínuo e a execução precisa de uma representação interna da altura sonora (Keller, 2012; Zatorre et al., 2007). Sob essa perspectiva, fortalecer as representações internas de altura pode constituir um foco pedagógico relevante para apoiar a regulação entoacional em instrumentistas de cordas friccionadas com discalculia.