Ir para o menu de navegação principal Ir para o conteúdo principal Ir para o rodapé

ARTIGOS

v. 1 n. 1 (2013)

A fala conjunta: o elo perdido entre a fala e a música?

DOI
https://doi.org/10.34018/2318-891X.1(1)17-32
Enviado
dezembro 2, 2020
Publicado
30.11.2013

Resumo

Este artigo discute que a música e a fala não são acidentalmente relacionadas, como alguns já afirmaram. A discussão enfatiza os aspectos coordenativos de fa- lar e fazer música, e minimiza o papel da comunicação de mensagens (message passing) com o qual a linguística tem se preocupado tradicionalmente. Identifica-se um continuum que vai da fala silenciosa, de um lado, até a canção em sua ple- nitude, de outro. Em cada ponto, vemos diferentes formas e oportunidades coordenativas entre esses objetos. A fala conjunta, quando um grupo de pessoas diz o mesmo texto, ao mesmo tempo, é identificada como uma questão importante nesse continuum, ligando fala e música. A fala conjunta é comum na prece coletiva, em gritos de protesto e em muitos outros contextos em que o propósito do grupo encontra expressão. Uma forma experimental de fala conjunta, denominada fala sincrônica, tem sido estudada e alguns resultados são aqui descritos. No entanto, a questão mais ampla de como e por que surge a fala conjunta precisa ainda ser estudada. Apresento uma perspectiva de sistemas dinâmicos acerca da coordenação empregada pelos indivíduos que falam em conjunto e mostro como ela pode explicar alguns, mas não todos, aspectos do fenômeno observado.

Referências

  1. Chemero, A. (2009). Radical Embodied Cognitive Science. The MIT Press.
  2. Cummins, F. (2002). On synchronous speech. Acoustic Research Letters Online, 3(1), 7–11.
  3. Cummins, F. (2003). Practice and performance in speech produced synchronously. Journal of Phonetics, 31(2), 139–148.
  4. Cummins, F. (2009). Rhythm as entrainment: The case of synchronous speech. Journal of Phonetics, 37(1), 16–28.
  5. Cummins, F. (2012). Periodic and aperiodic synchronization in skilled action. Frontiers in Human Neuroscience, 5(170).
  6. Cummins, F., Li, C., & Wang, B. (2013). Coupling among speakers during synchronous speaking in English and Mandarin. Journal of Phonetics. Submitted.
  7. Fadiga, L., Craighero, L., Buccino, G., & Rizzolatti, G. (2002). Speech listening specifically modulates the excitability of tongue muscles: a TMS study. European Journal of Neuroscience, 15(2), 399–402.
  8. Fodor, J. A. (1975). The Language of Thought. Harvard University Press.
  9. Frackowiak, R. S. J., & Frith, C. D. (1996). Functional anatomy of inner speech and auditory verbal imagery. Psychological Medicine, 26, 29–38.
  10. Gibson, J. J. (1986). The Ecological Approach to Visual Perception. Psychology Press.
  11. Kalinowski, J., & Saltuklaroglu, T. (2003). Choral speech: the amelioration of stuttering via imitation and the mirror neuronal system. Neuroscience & Biobehavioral Reviews, 27(4), 339–347.
  12. *Kelso, J. S. (1995). Dynamic Patterns: The Self-Organization of Brain and Behavior. The MIT Press.
  13. Liberman, A. M., & Mattingly, I. G. (1985). The motor theory of speech perception revised. Cognition, 21, 1–36.
  14. Lindblom, B. (1990). Explaining phonetic variation: a sketch of the H&H theory. In W. J. Hardcastle, & A. Marchal (Eds.), Speech Production and Speech Modelling (pp. 403–439). Kluwer Academic, Dordrecht.
  15. Marslen-Wilson, W. (1973). Linguistic structure and speech shadowing at very short latencies. Nature, 244(5417), 522.
  16. Maturana, H., & Varela, F. (1987). The Tree of Knowledge: The Biological Roots of Human Understanding. New Science Library/Shambhala Publications.
  17. Pikovsky, A., Rosenblum, M., & Kurths, J. (2001). Synchronization: A Universal Concept in Nonlinear Sciences. Number 12 in Cambridge Nonlinear Science Series. CUP.
  18. Pinker, S. (1999). How the Mind Works. W. W. Norton.
  19. Rizzolatti, G. and Craighero, L. (2004). The mirror-neuron system. Annu. Rev. Neurosci., 27, 169–192.
  20. Simko, J., & Cummins, F. (2011). Sequencing and optimization within an embodied task dynamic model. Cognitive Science, 35(3), 527–562.
  21. Stewart, J. R., Gapenne, O., & Di Paolo, E. A. (2010). Enaction: Toward a New Paradigm for Cognitive Science. MIT Press.
  22. Turino, T. (2008). Music as Social Life: The Politics of Participation. University of Chicago Press.
  23. Varela, F. J., Thompson, E. T., & Rosch, E. (1991). The Embodied Mind: Cognitive Science and Human Experience. MIT press.
  24. Vygotsky, L., Hanfmann, E., & Vakar, G. (2012). Thought and Language. MIT press.

Artigos Semelhantes

<< < 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 > >> 

Você também pode iniciar uma pesquisa avançada por similaridade para este artigo.