Aprendizagem autorregulada em Bandas Amadoras
uma revisão exploratória
Palabras clave:
aprendizagem autorregulada, Banda de Música, Ensino de instrumentos musicais, ModeloResumen
Embora a literatura reconheça a relevância das investigações sobre aprendizagem
autorregulada (Mendes e Polydoro, 2023; Gomes e Boruchovitch, 2023; Valera, Abrami e
Opitis, 2016), constata-se, no campo científico, escassez de trabalhos sobre aprendizagem
autorregulada e música. Verificou-se, através de uma revisão de literatura exploratória, que as
pesquisas internacionais sobre aprendizagem autorregulada e música se concentram, sobretudo,
na validação de instrumentos de medida e na construção de propostas para o ensino superior
em música, com foco em estudantes de nível intermediário ou avançado. Por outro lado, nos
periódicos brasileiros da área predominam pesquisas em estágio inicial, sendo estudos
exploratórios ou conceituais. Ademais, os artigos sobre aprendizagem autorregulada e música
estão predominantemente fundamentados nos modelos propostos por Zimmerman (2002) e
McPherson e Zimmerman (2011). Somado a isso, observamos que as pesquisas não apresentam
uma diversidade de contextos de aprendizagem. No caso das pesquisas brasileiras, verifica-se
a necessidade da realização de estudos empíricos em diferentes contextos, a fim de ampliar a
compreensão sobre os processos de aprendizagem autorregulada em música. Além disso,
Veloso e Araújo (2019) afirmam que as pesquisas sobre aprendizagem autorregulada e música
apresentam inconsistência ao tentar relacionar de forma satisfatória esse constructo e a
metacognição. Nascimento (2022) reforça que é imprescindível considerar a história do aprendiz,
seu contexto sociocultural, além da cultura e das situações de aprendizagem. Diante do exposto,
este trabalho apresenta uma pesquisa de doutorado que está sendo desenvolvida na Faculdade
de Educação da Universidade Federal do Ceará (UFC). Esse estudo tem como objetivo
verificar a viabilidade de aplicação de um novo modelo de aprendizagem autorregulada
“Aprender música tocando um instrumento musical”, proposto por Nascimento (2023),
fundamentado na teoria sociocognitiva de Albert Bandura. Nesse sentido, o autor apresenta a
aprendizagem autorregulada como um fenômeno complexo, composto de múltiplas fontes de
informação. Desse modo, essa comunicação teve como objetivo mapear trabalhos sobre o tema,
compreender conceitos e identificar lacunas presentes no campo científico, a fim de
fundamentar a construção dessa proposta, conforme propõe Creswell, (2010). Portanto, a partir
dessa revisão de literatura, identificamos a necessidade de realização de pesquisas empíricas
que proponham modelos de aprendizagem autorregulada que relacionem esse constructo à
metacognição. Ademais, evidencia-se a necessidade de propostas que ultrapassem os aspectos
meramente intrapessoais, considerando os processos cognitivos, as experiências do aprendiz,
sua trajetória e seu contexto cultural com vistas a possibilitar o desenvolvimento integral do
indivíduo. Nessa perspectiva, acreditamos que o modelo proposto por Nascimento (2023) se
apresenta como uma abordagem promissora para o desenvolvimento dos estudantes das bandas
amadoras, pois compreende a aprendizagem a partir de uma perspectiva contemporânea.