Este estudo investiga o papel da neuroplasticidade através do Feedback Auditivo-motor e Interferência Neural no aprendizado do canto e os desafios relacionados à transição entre diferentes estilos vocais. A partir de uma revisão narrativa de literatura, são analisados os mecanismos neuromotores, auditivos e cognitivos que regulam a voz cantada, com ênfase na interferência neural e no feedback auditivo-motor gerado pela especialização em um único estilo durante o aprendizado. Fundamentado em referenciais de neurociência aplicada à música, voz e cognição motora, o artigo explica que o fortalecimento de padrões motores específicos para um estilo vocal dificulta a adaptação estilística, exigindo reconfiguração dos circuitos motores e auditivo-motores. Como conclusão, destaca-se a necessidade de estratégias pedagógicas que favoreçam a flexibilidade vocal, além da recomendação de estudos experimentais com técnicas de neuroimagem para validar os processos descritos.
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