Este artigo analisa as interações professor-estudante em aulas de música de uma escola pública estadual de Londrina–PR. Fundamentado na Epistemologia Genética, nas contribuições de DeVries (1997) sobre interações cooperativas e coercitivas e em estudos da cognição musical, desenvolveu-se uma pesquisa qualitativa, do tipo estudo de caso, com observação participante, diário de campo e entrevistas semiestruturadas com 27 estudantes do 2º ano do ensino médio e um professor licenciado em Música. Os resultados indicam que a interação professor-estudante é ambivalente: os estudantes reconhecem o professor como acessível, comunicativo e motivador, especialmente no plano afetivo; contudo, as interações permanecem marcadas por assimetrias intelectuais, regulações morais heterônomas e centralidade da autoridade docente, com poucos indícios de cooperação estável e construção compartilhada do conhecimento musical.
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